Sobre moda, superfluidade e concepção

Não sei se dá pra dizer que eu sempre gostei de moda, mas eu certamente gosto hoje em dia. Já tentei fazer um curso de corte e costura. Cheguei a terminar. Mas não rolou usar o conteúdo dele depois. Eu definitivamente não levo jeito e nem tenho paciência. Mas eu gosto de observar cortes, combinações de cores, composições, etc. Eu realmente vejo como uma forma de arte.

O meu problema com moda é quando passa pro nível de “tendência”. Poucas coisas me irritam tanto quanto essa palavra usada em jargão. Do tipo “AI AMICA VAMO COMPRAR ESSE TRENCH COAT DE STRASS E REBITES QUE EU LI QUE EH TENDENCIA! MEIO DIVA MEIO ROCKER”. Não me desce. E ok, forcei no exemplo. Mas tiopês sempre faz me exaltar.

Eu acredito, sim, na existência de uma consciência coletiva. Existem milhões de teorias sobre isso e meu objetivo no momento não é não é focar nelas. Mas me parece, sim, intuitivo contar com a existência de algo nesse sentido. E, se tudo estiver certo (e o mundo não for um lugar assim tão perverso), a consciência coletiva é a responsável pela criação das tendências e não o contrário.

Uma vez li uma entrevista na Vanity Fair com uma pessoa cujo emprego era “olheiro”. O que ela fazia era pesquisar moda de rua, eventualmente fotografar, marcar o que tinha de interessante como inspiração e passar isso pra empresas de criação de moda e estilistas ou pra revistas. E acho isso interessante no ponto de que (e pelo menos eu acredito e quero acreditar que seja assim), a moda – assim como a música, cinema ou qualquer forma de arte, mas essas três são as que me parecem ter um monopólio maior – é feita pelas pessoas e redirecionada ou reciclada pelas empresas maiores.

E nessa proposta de consciência coletiva, um site que eu adoro a proposta (O slogan do site é “collective fashion consciousness”) mas acho que acabou ficando um pouco monopolizado na prática é o Look Book. – Eu cheguei a fazer um perfil lá, mas ficou meio abandonado por falta de paciência da minha parte. – E o que eu quero dizer por “monopólio” é que, o que acaba acontecendo é que todas as pessoas que usam o site se vestem muito parecido. E mesmo o estilo das fotos é sempre parecido. Quer a pessoa esteja no Japão ou no México. Tem pouca renovação e inovação. Não que eu tenha contribuído muito pra revolucionar nem nada. Mas mesmo assim, acho que acaba sendo sem graça.

E, de novo, sobre a expressão “tendência”. O que mais me irrita é que ela tá relacionada a uma visão da moda com a qual eu não concordo. Que é essa coisa de “tá se usando”, e, se os outros tão fazendo, devo fazer também, né? E ver as pessoas agindo assim me brocha totalmente. Qual a graça de criar uma produção que tenha exatamente os mesmos elementos e a mesma construção de alguma outra? Isso não é criação. Não exige a mínima criatividade. Isso é réplica.

Minha outra maior reclamação é mais sobre moda em uma escala maior: Quando um estilista ou uma marca tem um desfile que é vendido como conceitual, mas o conceito não passa de uma desculpa esfarrapada pras criações.  E isso me parece ser bem recorrente em fashion weeks.

Pensei em dar um exemplo negativo no qual o conceito ou argumento realmente fosse uma desculpa esfarrapada. Mas achei que era uma boa oportunidade de falar sobre um desfile que eu vi há um tempo atrás – não ao vivo, infelizmente – e que ficou muito tempo na minha cabeça, justamente pela parte conceitual ser tão consistente. Além de visualmente ser um absurdo.

O desfile que eu tô falando é “A Costura do Invisível“, do Jum Nakao.  No vídeo dá pra ter uma ideia do que é:

As peças são todas extremamente trabalhadas, além de terem silhuetas delicadas e ao mesmo tempo pouco usuáis. O desfile segue, até que no final, quando todas as modelos tão na passarela ao mesmo tempo, a trilha muda e cada modelo começa a rasgar a roupa que tá usando. E só aí as pessoas conseguem ter certeza de que todas as roupas eram feitas de papel.

O desfile é uma metáfora pra indústria da moda. Pelo nome “A Costura do Invisível” eu interpreto que o que ele queira representar é a volatilidade dessa parte mais supérflua da moda. Ao mesmo tempo que as roupas são concretas e palpáveis, e que elas podem ser e são compradas e vendidas, não é só porque alguém gasta dinheiro com as roupas, que elas necessariamente passam a realmente pertencer a esta. Não é porque ela tem roupas que ela passa a apreender todo o significado delas. É a mesma coisa que acontece com artes plásticas.

Além disso, também pode ser uma analogia pra superfluidade desse segmento da moda sobre o qual eu falei antes. Que foca no que “tá se usando” e não em valores estéticos mais fortes.

E, em último lugar, o efeito – que eu sei que não posso ficar presumindo que tenha sido intencional, mas eu adoraria presumir que foi – é que, durante o desfile, a reação das pessoas que estavam assistindo é de querer ter e querer comprar as peças. (Imagino as velhas ricas pensando “ai, eu quero essa”) E enquanto elas ainda olhavam pras peças e desejavam ter, elas se desintegram totalmente em poucos segundos. Eu vejo como uma certa provocação. Aquelas eram ideias e formas de roupas quase platônicas – como filosofia mal usada pode ser brega, céus. – de roupas. Elas são pra ser pensadas e não vestidas ou possuídas.

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Pretensão, espontaneidade e o orkut alheio

Às vezes eu leio e vejo coisas que me deixam feliz. Satisfeita. Enfim. Tipo arte boa. Ou quando eu vejo pessoas sendo naturais e fazendo coisas por si mesmas. Acho que depois de um tempo a gente acaba desenvolvendo um tipo de sensor pra saber o quão “self-cautious” a pessoa tá sobre o que ela tá fazendo ou externando. Tive vontade de escrever isso depois de olhar o orkut de uma conhecida. Com um “about me” absolutamente pretensioso. Daquelas coisas que ficam no limbo entre redação de vestibular e literatura ruim. E sei lá. Na verdade nem era um texto tão ruim. Mas dava pra sentir o quão pouco natural era – como aliás eu sinto tudo que vem dessa pessoa: Pouco natural.

A Bruna disse que o texto tava áspero. E eu concordo. Muitas palavras pouco coloquiais por frase. Forçação. Além do objeto do texto ser uma coisa muito “sou um gênio incompreendido”. E a gente sabe que ele só tava ali pra ela mostrar o “quão bem” ela escreve e quantas palavras pouco usadas ela consegue enfiar em poucas frases.

Aliás, sobre essa coisa de pretensão e de palavras pouco coloquiais, eu acho que peco por falta. Eu acabo me preocupando em soar artificial demais, e prefiro cometer erros pra soar mais natural e pro meu workflow com o blog ser mais confortável.

Mas sobre espontaneidade, eu tenho achado, cada vez mais, que é ela que determina o valor desse tipo de coisa boba: about me de orkut, post de blog, etc. (também acho que determina o valor artístico de coisas menos bobas, mas não vou entrar no mérito nesse post). É incrível a diferença que a intenção da pessoa ser expressar uma coisa interna ou se adequar a um modelo externo faz na tonalidade do texto. E tô pegando texto como exemplo, mas isso também se aplica a outras coisas.

Eu acho que tem uma certa licença que tem que ser dada, sim. Adequação a modelos externos é um jeito de se aprender estrutura. Tanto em fotografia, música e arte em geral quanto na escrita. Mas chega um momento em que, tendo aprendido a estrutura, o conteúdo não pode mais ser outra coisa que não espontâneo. Claro, essa é a minha opinião. Mas eu realmente acho que isso é o que diferencia o que merece crédito e o que não merece.

Por falar nisso, a estrutura desse post tá uma merda. Mas grande bosta que tu tem uma Canon XTI. Eu faço composições melhores com fotos de celular.

Tá. Me perdi. Outra hora retomo.

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Não-Post IV

Minha vida tá torta e extremamente desconfortável. Em um mês eu volto pra casa, e acho que foi hoje que eu acordei do embotamento que eu falava no primeiro post do blog. Passei o dia com muito sono e viajando de trem da Philadelphia pra Boston. Chegando em Boston eu conversei um pouco com a minha irmã e ela me falou as mesmas coisas pela milésima vez sobre o jeito que eu trato as pessoas e o jeito que eu me fecho e sou grossa. Mas eu acho que agora eu ouvi. Pelo menos mais. E sem ficar (ou pelo menos ficando menos) na defensiva.

Eu realmente sou uma mula de teimosa, além de fechada e grossa. Eu sei disso. Mas me dar conta de que é assim que eu sou com a minha família é um saco. E é um saco ter que ficar cuidando o tempo todo pra ser atenciosa e educada e agradável. Queria que fosse natural, mas não é.

Mas sei lá. Pelo menos é uma coisa que depende só de mim. E que, apesar do desconforto, dá pra mudar. E o primeiro passo pra solução é se dar conta do problema.

Junto com isso tem mais milhões de coisas que me assustam e com as quais e que eu não sei lidar. E muito menos das quais eu vou escrever aqui. Mas isso aqui continua sendo uma boa válvula de escape ou seja lá o que for. E agora a Bruna entrou e eu fiquei feliz ♥.

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não-post iii

se eu não acredito em amor, como que eu posso fazer isso? talvez eu acredite em amor.
mas sobre essa história toda. ela parece uma repetição de 6 anos atrás. toda. e é toda tão idiota.
eu lembro como eu me senti. foi horrível. eu me sentia como se tivesse fazendo uma escolha que influenciaria em todo o resto da humanidade.
e, no fim, mesmo que não a humanidade, tenho certeza que a escolha que eu fiz mudou minha vida. pra melhor. mas naquela época a resposta certa era tão óbvia.
e agora?
agora eu sinto que tô fazendo uma tempestade em um copo d’água. olha tudo que eu passei de mais profundo e teoricamente mais importante que isso. olha tudo que acontece de tão pior no mundo.
mas a verdade é que o tempo e a experiência não tornam essas coisas mais fáceis. pelo contrário, eles te fazem querer ter controle da tua vida e das tuas decisões e das repercussões destas. e tu não tem merda nenhuma.
e eu me sinto uma guriazinha de 13 anos que não sabe merda nenhuma do mundo. tudo de novo. e que tem que fazer uma coisa que é maior do que ela consegue. e que ao mesmo tempo que ela não se decidiu, alguma coisa decidiu por ela. e essa coisa é muito forte e muito estranha.

não perguntem.

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O que se faz pra sofrer bullying hoje?

Eu sou adulta. Não tenho mais o direito de reclamar que é todo mundo pseudo-alternativo e que eu era antes disso e antes daquilo ou que o mundo tá perdido (porque esse é o menor dos problemas do mundo, e se ele tá perdido, certamente não é essa a causa). Mas fico pensando nos pré-adolescentes de agora. Pré-adolescentes porque eu acho que essa é a única fase da vida na qual se pode ser tão babaca. Até porque é aquela fase horrível na qual a gente não é mais criança. Além de ser feio, chato, ter espinhas e às vezes ser meio gordo.

Claro, não é todo mundo que passa exatamente por isso. Tem as pessoas que sempre são desenvoltas socialmente e ainda por cima bonitinhas. E essas são as que, pelo menos na minha época, eram as patricinhas do colégio.

Tem também as pessoas que eram “normais” nessa época (e por “normais” eu quero dizer que não eram nem extremamente populares nem metidas a alternativas), e que tiveram sua época de serem “patricinhas” ou “populares” mais pra adolescência e não na pré-adolescências. Agora, que fim levaram?

Elas são as que habitam os lugares que costumavam ser alternativos. Os caras são todos metidos a skatistas, ou a indies. As gurias usam ankle boots, scarf e trench coat (trecho livremente inspirado no último post da bruna) ou tão naquela história de ser bissexual e causar. Quando não os dois. Mas a questão é que todo mundo é muito hype.

E porra. Como a gente chegou a isso? Como que isso aconteceu? Será que o mundo sempre era assim (o “alternativo” adotado pelo mainstream), tirando nos anos 90/2000? Porque eu nunca vou esquecer das meninas usando suplex e os meninos usando bermuda, roupa de surf e aquelas calças largas.

Mas eu lembro, sim, de ter observado um pouco do processo de mudança e de assimilação. Eu lembro de discutir com o Pedro sobre uma propaganda do Iguatemi no qual o cara usava um allstar, e quão estranho e forçado aquilo ficava. Isso deve ter sido em 2004. Outro marco que eu acho que é válido é a matéria sobre emo no Fantástico. Eu lembro da reação das pessoas. Foi bem… chocante? E aquilo saiu em 2005. E nem era nada de muito subversivo. Tanto quanto um bando de abobado fazendo merda na Galeria do Rock pode ser.

Sobre o bullying, eu realmente acho que toda aquela babaquice de “ser diferente” tem certo valor, sim. Pra mim ela foi importante porque eu era absurdamente tímida e introvertida além de sempre ter sido muito mais alta do que as outras crianças da minha idade. – Claro, sempre tem mais questões, mas acho que essas eram as principais. – E não sei, eu acho que a babaquice foi, no meu caso, um jeito de tirar a atenção dos meus problemas ao simular outros. No caso: usar allstar, camiseta de banda e pintar o cabelo (É difícil acreditar que seja isso mesmo, mas eu lembro perfeitamente de como isso era grande coisa em 2003, nos meus 12 anos.) E eu lembro da atenção que eu recebia, que, na grande maioria, não era positiva. Mas acho que isso influenciou positivamente em como eu sou hoje.

E às vezes fico olhando o orkut das menininhas que estudam no colégio que eu estudei. Elas são absolutamente todas metidas a alternativas. As que não são, são os projetinhos de ankle boot e scarf, que não fica lá muito longe. E me pergunto: como que se faz pra sofrer bullying? Não bullying pelo bullying, mas essa busca de identidade que adolescentes têm e que influencia na formação de personalidade. E que, a meu ver, é muito ligada a qualquer tipo de “cena alternativa” que exista no momento.

E, pra fechar, só porque eu acho uma boa piada: na Argentina e também no Uruguai, essa coisa alternativa e indie começou antes. E é muito estranho, mas um fenômeno que nós observamos quando passamos o ano novo no Uruguai é que, enquanto as brasileiras tão virando “alternativas”, as argentinas e uruguaias tão virando o que as brasileiras eram antes: sandália de salto, cabelo comprido, decote. Eu não consigo me lembrar se quem fez a piada foi a Ana, o Bernardo ou o Brasil, mas era que, em 2012, as brasileiras e argentinas teriam invertido completamente e, só por isso, o mundo entraria em colapso e seria o fim dos tempos.

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Εμπαθεια na prática

A palavra “empatia” vem do grego. “εμπαθεια” (empatheia),  é formada pelo prefixo “εν” (en) – que é uma preposição, nesse caso é “dentro” – mais o vocábulo πάθoς (páthos) – que significa sofrimento.

Não conheço exatamente a história das pequenas mudanças que o termo sofreu até chegar no significado que se usa hoje – que é a capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa – mas sei que nas traduções de grego antigo geralmente aparece como paixão ou afecção. Vou perguntar pro meu professor da cadeira de grego quando destrancar a faculdade.

Mas toda essa lenga-lenga pra dizer que tenho uma teoria (mais uma proveniente de conversas com a bruna): perguntas que não te dão opção de resposta são um sintoma de apatia, ou falta de empatia. Do tipo “tô gorda?”, “minha roupa tá feia?”, “tô bonita?”.

Tem vezes que a pessoa até te dá uma opção, porque realmente quer saber. Mas em geral esse tipo de pergunta quer uma só resposta. E, no caso de receber a errada, pela minha experiência, as pessoas entram numa coisa passivo-agressiva de revidar e de se justificar. Mas sabe? Elas que perguntaram. Por que fazer uma pergunta quando só se quer uma das possíveis respostas?

E uma possível resposta pro motivo de isso acontecer, a meu ver, é o fato de a pessoa não se colocar no lugar do interlocutor. Se ela parasse e se colocasse, veria que não tem uma possível resposta, quando de fato ela tá gorda, a roupa dela tá feia ou ela não tá bonita.

E, só como parêntesis, as perguntas que eu usei de exemplo são só exemplo. Peguei exemplos fúteis porque acho que é mais fácil de desenvolver assim. Mas acho que as circunstâncias nas quais isso mais acontece são quando as pessoas pedem conselhos. Pedir conselhos já é uma coisa complicada. E a maioria das pessoas não tem abertura pra ouvir a resposta.

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Psicologia humana e psicologia animal

Que nome ruim, né? Mas eu tava pensando em animais. Quando animais que sofreram abuso têm sequelas emocionais. Mas será que os que nunca tiveram nenhuma experiência traumática também têm alguma coisa? E com o ótimo termo “coisa” eu quero dizer algum (outro ótimo termo) problema psicológico.

Quer dizer, o que nos diferencia deles significativamente nessa área é que o nosso sistema de representação evoluiu mais. A gente criou a linguagem. Mas vai além disso. Se criou um som pra “água” e um pra “comida” e um pra “perigo”. Mas o “além” é o fato de termos criado os abstratos. “Beleza”. “Medo”. “Desejo”. “Patologia”. E a liberdade e possibilidade de comunicação que isso dá é absurda. E, mesmo a psicanálise sendo um modelo totalmente ultrapassado, eu acho que os pontos nos quais ela acerta são esses: toda essa elipse. Esse “querer dizer”. Essa história toda de representar uma coisa por outra e por outra e por outra ad infinitum não pode não ter efeito na nossa saúde mental. E assume-se que a mente humana evoluiu junto com a linguagem.

E evoluiu pra chegar nisso. Isso tudo que existe agora. Não me levem a mal, eu amo o mundo e as pessoas. Mas eu acho que tem coisas muito fucked up que vêm junto. Eu não conheço ninguém – ok que o meu universo de análise é um pouco limitado, considerando que eu acho que posso dizer que convivi o suficiente a ponto de ter um gostinho da psique de poucas pessoas, sendo todas de contextos no mínimo semelhantes – que eu possa dizer que é mentalmente saudável.

Todo mundo é tão cheio de patologias e distúrbios e manias e fobias. Parece ser intrínseco à nossa cultura. É uma insatisfação geral. Eu já ouvi – e acho que existe esse mito – que isso é só do mundo ocidental, que no resto do mundo a cultura é diferente e as pessoas também. Mas será? E, se sim, por que a nossa cultura é tão marcada de ansiedade e insatisfação?

E, será que isso é dependente da linguagem ou será que isso só é externado com a linguagem? Se nós tivéssemos condições de análise, será que descobriríamos que animais também são assim? Mesmo animais que nunca passaram por nenhuma situação de abuso poderiam, então, ser tão fucked up (e me desculpem a falta de termo melhor) quanto nós. Assim como tem pessoas que, mesmo sem nunca terem sofrido trauma nenhum, têm patologias psicológicas de qualquer jeito.

*Não gostei de como ficou o texto. Mas sei lá. Tô num quarto de hotel às 04:04 e sem sono. E esse cd sempre me deixa inquieta.

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