Durante as minhas (desgraçadas) rotineiras horas de insônia, tive um tipo de epifania. Acabou de acontecer. Do tipo que eu não tinha há tempo. E do tipo que eu tinha muito há um tempo. Eu esqueci um pouco o que desencadeou ela. Acho essas coisas são difíceis de lembrar. Mas tinha alguma coisa a ver com o fato de eu já estar morando na Philadelphia há tento tempo. E com eu não ter me dado conta disso.

Acho que isso se somou com a conversa sobre transtorno de personalidade borderline que eu tive umas horas atrás. E eu ter ficado pensando como isso realmente é sério. E como é estranho as coisas existirem. Não assim, “nossa, que estranho, as coisas existem”. Mas o fato de o mundo não existir só na minha cabeça. Ou,pelo menos, tantas coisas me levarem a crer que ele existe. E como as coisas são realmente sérias, também por causa disso. Eu  acho que eu esqueço dessas coisas. Eu abstraio, fico embotada, não sei. Mas a questão é que eu esqueço que existe um mundo fora de mim e que as pessoas não são só o que eu sei, vejo e penso delas. Que existe objetividade. Acho que isso também se acentua pelo fato de eu estar dependendo da internet pra interagir com as pessoas que realmente me importam, nesses três meses que eu tô morando aqui.

Pensando bem, eu devia ter aproveitado melhor aquela faísca de lucidez que eu tive olhando pro teto alguns minutos atrás. Devia ter feito alguma coisa útil com ela e não ter vindo aqui criar um blog. Aliás, tô até agora me perguntando por que eu vim escrever isso na internet e não só pra mim como eu sempre faço.

Enfim, vou precisar de mais tempo e provavelmente de mais afastamento pra descobrir. Mas começo a suspeitar que esse tempo aqui não tá sendo as mil maravilhas pra minha saúde mental.

Depois eu descubro. Agora vou voltar a olhar pro teto.

Anúncios
Esse post foi publicado em desabafo e marcado , , , . Guardar link permanente.

Uma resposta para

  1. Júlia disse:

    Prazer, sou amiga da Bruna, ela fala de ti o tempo todo e tal. Aí ela falou que tu fez um blog e me mandou o link pra eu ver. Achei interessante principalmente isso:

    “Eu abstraio, fico embotada, não sei. Mas a questão é que eu esqueço que existe um mundo fora de mim e que as pessoas não são só o que eu sei, vejo e penso delas. Que existe objetividade.”

    Penso nisso sempre, mas nunca exteriorizo, embora eu exteriorize muita coisa. E acho que a coisa mais proveitosa que tu podia ter feito em frente a essa idéia era escrever sobre e mostrar para os outros. Senão, de que vale essa objetividade? Ou, ainda, acho que as pessoas que te reduzem ao que elas sabem, vêem e pensam de ti (não que isso necessariamente importe, mas sei lá) vão continuar se limitando a isso.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s